Elizabeth
O desejo que assusta e o amor que não se cala II
Levantei-me e fui para a cozinha quase no automático. Abri a janela, deixando o ar da manhã entrar, ainda fresco. Coloquei a cafeteira para preparar um café com um cuidado que beirava a distração, como se cada gesto fosse uma tentativa de organizar pensamentos que se recusavam a ficar em ordem.
Sentei-me à mesa com a xícara entre as mãos. O cheiro do café era familiar, reconfortante… e ainda assim insuficiente.
— Marcela… — murmurei, qua