Liam
O mundo reduziu-se a uma única linha reta: o galpão, a estrada, o som do motor cortando a madrugada. Não havia cenário, não havia pensamento que não coubesse nessa urgência. Cada quilômetro que eu deixava para trás queimava a imagem dela no carro — as correntes, o corpo exposto, os olhos que suplicavam — e transformava tudo em combustível para uma única coisa: acabar com aquilo.
O volante era um punho. O asfalto, um tambor. A cidade passava como manchas, luzes e sombras, e eu mal via. Toma