Liam
As imagens das câmeras ainda queimavam na minha mente. O momento exato em que Kyra desapareceu dentro daquele maldito carro. Ela estava lá, parada diante do jardim. Aquele casaco leve demais para a madrugada, a expressão cansada e, por um instante, distraída. Depois — escuridão. Um carro preto, vidros fumês. Dois homens. E Marcos. O maldito arquiteto da desgraça.
Eu não consegui chegar a tempo para salvá-la.
Revi a cena dezenas de vezes, cada replay sendo uma faca enfiada mais fundo em minha carne. Eu deveria estar lá. Eu deveria ter ido atrás dela. Eu deveria ter quebrado aquele desgraçado antes mesmo dele ousar respirar perto dela.
Agora, só me restava o silêncio.
E a promessa: Marcos ia morrer pelas minhas mãos. Meu punho atingiu a parede. A dor não bastou. Eu precisava de sangue.
Peguei o celular, ligando para um dos meus homens. — Vasculhe cada centímetro dessa cidade. Cada câmera de rua, cada placa de carro. Eu quero Marcos. Vivo. Mas se não for possível, me tragam o corpo