Praga em março era exatamente o que Ana havia prometido.
Fria de uma forma que o Canadá não ensinava não a frieza seca e cortante de Toronto, mas uma frieza úmida e antiga, que subia das pedras do calçamento e das paredes de pedra arenosa como se o próprio passado da cidade estivesse preservado no frio. O céu era de um cinza pérola que tornava as pontes e as torres ainda mais dramáticas, como se a cidade soubesse que era bonita e tivesse escolhido o cenário adequado para si mesma.
Ana ficou par