O medo tem cheiro.
Ayla descobriu isso na noite em que tudo começou a desmoronar.
Cheirava a chuva.
A asfalto molhado.
A flores esmagadas pelo vento.
A despedida.
Ela estava saindo da pequena clínica onde realizava o pré-natal quando percebeu que alguém a observava.
Novamente.
A sensação voltou.
A mesma sensação que tivera mais cedo.
Como se olhos invisíveis a acompanhassem.
Como se uma presença silenciosa caminhasse atrás dela.
Ayla apertou a bolsa contra o corpo.
A mão livre pousou imediatame