Cinco anos antes.
O inverno havia chegado mais cedo naquele ano.
As manhãs na Mansão Valença amanheciam envoltas por uma névoa fina que cobria os jardins como um véu silencioso, escondendo caminhos de pedra, roseiras perfeitamente podadas e os lagos ornamentais que refletiam o céu cinzento.
O ar era frio, úmido e carregado pelo perfume das flores plantadas por Helena Valença para impressionar convidados que raramente prestavam atenção nelas.
Para Ayla Duarte, porém, aquele inverno tinha outro