A luz da manhã em Avelândia parecia cinzenta e sem vida. Sobre a mesa de cabeceira, as fotos entregues por Bento pareciam queimar a madeira. Ísis não havia pregado o olho. Ela olhara para aquelas imagens mil vezes, buscando um detalhe, uma prova de que eram falsas, mas a mente torturada pela dor só enxergava a traição. Giorgio, o homem que jurara protegê-la, estava nos braços da mulher que mais a odiava.
— Minha filha, você está pálida — disse Dona Maria, entrando no quarto com uma bandeja de c