O sol entrava pelas frestas das pesadas cortinas de veludo da mansão Cezario, mas a luz parecia ferir os olhos de Giorgio. Ele acordou com a cabeça latejando, um peso nos membros que parecia chumbo e uma lacuna terrível na memória. Ao tentar se sentar, o lençol escorregou, e o choque foi mais forte do que qualquer droga: Soraya estava ao seu lado, nua, observando-o com um sorriso vitorioso enquanto ajeitava os cabelos bagunçados.
— O que... o que é isso? — Giorgio engasgou, a voz rouca e falha.