O loft estava mergulhado em um silĂŞncio pesado. Eleonora havia saĂdo para a farmácia, deixando ĂŤsis sozinha com seus pensamentos e o mal-estar que nĂŁo passava. Cada minuto parecia uma eternidade. Quando a amiga voltou e entregou a sacola de papel pardo, as mĂŁos de ĂŤsis tremeram.
— Eu vou estar aqui fora, ok? — disse Eleonor, o olhar carregado de apoio.
— Não, Leo. Por favor... eu preciso fazer isso sozinha. Vá para casa, eu te ligo depois. Eu só... preciso de espaço para respirar.
Ísis passou o dia deitada, a caixa do teste ainda fechada sobre a mesa de cabeceira. Ela não queria olhar. Não agora, no meio do furacão de mentiras dos Sousa e da instabilidade de Giorgio. A possibilidade de uma gravidez era uma luz intensa demais para alguém que estava tentando aprender a enxergar no escuro. Ela dormitou, acordando com o gosto metálico da ansiedade e o peso da incerteza.
Enquanto isso, na sede do Grupo Cezario, Giorgio nĂŁo parecia o homem acuado da manhĂŁ anterior. Ele havia passado horas d