O escritório de Giorgio estava imerso na luz alaranjada do fim de tarde. Ele andava de um lado para o outro, ensaiando as palavras. A pressão do Sr. Sousa fora o empurrão que faltava para ele desenhar o que acreditava ser uma "saída diplomática" perfeita. Quando Ísis entrou, ainda com o semblante cansado após o embate público com Soraya, ele a recebeu com um beijo casto na testa e um entusiasmo que ela estranhou de imediato.
— Ísis, eu encontrei a solução — ele começou, conduzindo-a até a poltrona de couro. — O Sr. Sousa me confrontou hoje. Soraya está usando a influência do pai para tentar destruir a empresa se eu não ceder.
Ísis empalideceu. — O que você fez, Giorgio?
— Eu joguei o jogo deles para ganharmos o nosso. Eu vou ceder o galpão para o showroom da Soraya. Em troca, eles aceitam o fim do noivado sem represálias e eu fico livre para assumir você perante toda a cidade. — Ele se inclinou, os olhos brilhando. — E o melhor: como o Grupo Cezario economizará com a manutenção daquel