O cheiro de terra úmida e desinfetante queimava minhas narinas enquanto descia os degraus de pedra. Luca caminhava à minha frente, sua silhueta ampla bloqueando a luz fraca das tochas elétricas embutidas nas paredes medievais.
— *Você não precisa estar aqui* — ele disse pela terceira vez, sua voz ecoando no corredor estreito.
— *Sim, preciso* — respondi, ajustando o coldre sob o cardigã. Eleonora insistira que eu carregasse uma arma depois do ataque.
A cela era mais luxuosa que eu esperar