**O café queimava na língua, amargo como minhas memórias.** Luca observava o horizonte da varanda, **o perfil cortado contra o sol nascente**, as cicatrizes da guerra ainda frescas em seu torso.
Três passos me separavam dele. **Três passos que pareciam um abismo.**
— *Você dormiu?* — perguntei, oferecendo-lhe a segunda xícara.
Ele aceitou sem tocar meus dedos.
— *Sonhei com ela de novo. A Sofia verdadeira... presa naquele gelo.*
**Seu queixo tremia.** Eu queria tocá-lo. **Mas não ousa