Elise
Minhas mãos tremeram e apertei o celular. Fazia muito tempo que não sentia esse pânico.
Eles me acharam.
— Preciso que volte. Na verdade, foi minha mãe quem pediu que viesse… — Ele ficou em silêncio por um momento. — Talvez ela não aguente por muito tempo.
— O que aconteceu? — perguntei impulsivamente ao me dar conta da gravidade de suas palavras. Me condenei por me sentir aliviada, não era por causa do Theo.
— Ela está na cama de um hospital e não resta muito tempo de vida. — Ele disse como se estivesse se referindo a uma coisa qualquer. — Eu cuidarei das suas despesas enquanto for necessário, Elise. Meu secretário entrará em contato depois e acertará os detalhes.
Era como uma enxurrada violenta e por mais que minha boca se abrisse, eu não conseguia dizer mais nada.
A linha ficou muda por um mais momento e logo a ligação foi encerrada sem que nada mais fosse dito.
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— Você não vai! — Juliana disse com firmeza enquanto andava impaciente pelo quarto.
Depois da ligação, eu fi