Rafael
A casa parecia maior sem ela.
Não vazia — maior. Como se o silêncio tivesse se expandido pelos corredores, ocupando espaços que antes pertenciam à voz de Isadora, ao som leve dos passos dela, à presença que não precisava se anunciar para ser sentida.
Andei pelo quarto pela terceira vez, o celular na mão, encarando a tela apagada. Nenhuma mensagem. Nenhuma ligação perdida.
Ela passou o dia anterior, inteiro me provocando. O olhar, o corpo, a tensão explícita entre nós. E agora… isso.