Isadora
Quatro meses podem ser uma eternidade ou um piscar de olhos, dependendo de quem detém o controle do relógio. Na mansão Vaz, o tempo havia se transformado em uma rotina de sombras e luzes.
Sofia era a minha luz. Ver o progresso dela era o meu combustível. Ela não era mais a criança que se escondia atrás das cortinas; agora, ela corria pelo jardim, desenhava com cores vibrantes e, o mais importante, ela falava. Ela compartilhava seus medos, seus sonhos e até suas pequenas frustrações. E