Isadora
A mansão não era mais uma casa, era um organismo vivo, pulsante e barulhento. Das janelas do andar superior, eu observava a metamorfose. O jardim, antes o refúgio de Sofia, agora estava soterrado por metros de carpete branco, colunas de flores raras e uma estrutura de cristal que refletia o sol impiedoso de São Paulo. Era tudo grande demais. Caro, demais. Público demais.
A cada martelada lá fora, um nervosismo novo se instalava no meu peito. Eu não era uma noiva; era uma peça de mar