Rafael
O cartório tinha cheiro de papel velho e ar-condicionado exagerado. Nada ali parecia feito para marcar começos — só finais organizados, reconhecidos em firma. Ainda assim, era ali que eu estava, de caneta na mão, assinando meu nome como quem fecha um contrato importante demais para ser questionado.
Isadora estava ao meu lado. Vestido simples, cabelo preso de um jeito que denunciava mais nervosismo do que escolha estética. Nenhum sorriso ensaiado, nenhuma troca de olhares cinematográfic