Rafael
O relógio sobre a lareira de mármore marcava quase dezoito horas, e o céu de Londres já havia se rendido a um breu absoluto e úmido. Meu dia fora uma sucessão interminável de números, planilhas e reuniões com investidores que pareciam falar uma língua que eu não desejava mais entender. No fundo da minha mente, a mensagem de Isadora ecoava como um mantra: "Sofia pegou meu celular... desculpe... volta quando?".
Eu a visualizei no momento em que chegou. Lembro-me de ter sorrido sozinho no