Rafael
O som da porta do escritório batendo contra o batente ecoou como um trovão, mas não foi o suficiente para aplacar a tempestade que rugia dentro do meu peito. Eu estava parado diante da janela, observando a penumbra da noite engolir o jardim, com as mãos enterradas nos bolsos e os ombros tão tensos que pareciam feitos de aço.
— Você tem noção do que fez, Eduardo? — Minha voz saiu baixa, perigosa, carregada de uma fúria que eu tentava, sem sucesso, manter sob controle.
Ouvi os passos do