Eu não estava dormindo.
Estava naquele estado em que o corpo repousa, mas a pele permanece alerta, como se soubesse que algo ainda precisava acontecer antes que a noite pudesse, de fato, terminar. O quarto estava silencioso demais. Não o silêncio confortável, mas aquele que vibra, que parece carregar expectativa no ar.
Quando ouvi a porta, não foi o som que me despertou.
Foi a presença.
Meu corpo reconheceu antes que meus olhos se ajustassem à penumbra. Um arrepio lento percorreu minha espinha,