A casa estava quieta outra vez, mas não com a tensão da noite anterior. Era um silêncio diferente, mais profundo, quase cauteloso, como se cada parede soubesse que algo importante tinha sido deslocado.
Lorenzo finalmente dormia com a respiração mais estável. Não completamente livre do que carregava, mas menos enrijecido. Menos defensivo. A conversa daquela manhã tinha aberto algo — e, ao mesmo tempo, fechado uma ferida que vinha sangrando por dentro.
Laena deixou o quarto devagar, fechando a po