A casa parecia mais silenciosa naquela noite, como se até os corredores soubessem que algo estava prestes a atravessar uma linha invisível. Lorenzo já dormia, exausto depois de um dia cheio, e a rotina finalmente desacelerava. Eu recolhia alguns objetos esquecidos na sala quando percebi que não estava sozinha.
Dante estava encostado no batente da porta, observando-me com atenção contida. Não havia pressa no olhar dele, nem tentativa de disfarce. Era uma presença firme, consciente, como se ele t