Depois que ele saiu do meu quarto, a porta fechando suave atrás de si, eu fiquei alguns segundos parada, ainda com a mão no zíper da mala, como se meu corpo tivesse desligado e esquecido de reiniciar.
Ele tinha acabado de dizer, com todas as letras, que queria dormir comigo naquela noite. Não como um acidente de sofá, não como um quase, mas como escolha. Sem barulho de elevador, sem risada de desenho na sala, sem desculpa de “foi o vinho”.
E eu… tinha dito sim.
Sentei na beira da cama, senti o