Não dava pra esconder de Joana. E eu não queria.
No sábado de manhã, sentei com ela no tapete da sala, rodeada de blocos de montar, e respirei fundo.
— Posso te contar uma coisa importante? — perguntei.
Ela levantou os olhos, curiosa.
— Importante tipo “não conta pro Pudim” ou importante tipo “vai mudar alguma coisa”?
— As duas — respondi.
Ela se ajeitou, séria.
— Fala.
— Você sabe que eu estudo à noite, né? — comecei.
— Sei. Faculdade. Lugares com gente chata e quadro — ela resumiu.
— Em parte