Lorenzo Velardi
Observei-a sair da cozinha em silêncio, com o suco ainda pela metade no copo. Ela não correu, não gritou, não bateu porta. Mas aquele silêncio… era quase um grito. Era o tipo de ausência que ficava impregnada no ar como um perfume que a gente nunca mais esquece.
A roupa simples dela, uma blusa clara que escorregava de um ombro, revelando um pedaço delicado da sua pele. O coque frouxo, feito às pressas, com alguns fios soltos caindo pela nuca. Os pés descalços, os olhos baixos. C