Os dias seguintes ao retorno de Lorenzo naquela madrugada de chuva foram como um castigo que se arrastava, silencioso e implacável, pelas paredes frias da mansão Velardi. O tempo parecia se mover mais devagar, como se o universo tivesse prendido a respiração, à espera de um desfecho que ninguém sabia nomear.
Lorenzo, antes apenas distante, agora era ausência em forma de homem. Trancava-se em seu escritório por horas, mergulhado em pilhas de papéis que fingia revisar. Saía para reuniões intermin