O carro preto deslizou silenciosamente pelo caminho de paralelepípedos até a entrada da mansão Vellardi. O céu ainda guardava o resquício avermelhado do pôr do sol e a brisa fresca da primavera carregava o aroma adocicado das flores que rodeavam o jardim.
Lorenzo saiu do carro com o paletó jogado no ombro e o olhar cansado. A viagem de Moscou havia sido longa, o jet lag o corroía por dentro, mas nada o incomodava mais do que o silêncio desconcertante que reinava naquela casa.
Ele subiu os degra