Jackson chegou pouco antes das dezoito, como sempre fazia: sem aviso prévio, sem pedir permissão e com a confiança de quem nunca se sentiu deslocado naquela casa.
O primeiro a recebê-lo foi o som da própria risada.
— Dora! — anunciou, abrindo os braços assim que a viu no corredor. — Você continua salvando essa casa do completo colapso emocional?
Dora levou a mão ao peito, fingindo indignação, mas aceitou o abraço com gosto.
— Jackson Arant, você ainda vai me dar um ataque — disse, rindo. —