São Francisco era outra cidade às dez e meia da noite.
As ruas tinham menos pressa, mais sombra. Os prédios refletiam luz fria nas calçadas úmidas, e a brisa vinda da baía carregava um silêncio que parecia mais profundo do que o da manhã.
Ana saiu da faculdade ajustando a bolsa no ombro. O estacionamento estava mais vazio do que de costume. Ela procurou o carro preto de Túlio como sempre fazia.
Ele nunca se atrasava.
Hoje não estava ali.
Ela caminhou mais alguns passos. Conferiu o cel