A estrada seguia tranquila demais para o que ainda pulsava dentro dela.
A brisa salgada entrava pelas janelas abertas, anunciando o mar antes mesmo da paisagem. Ana mantinha o olhar fixo para fora, mas não via nada de verdade. Estava ali apenas com o corpo. A mente girava em outro lugar, nas imagens que insistiam em voltar, no orgulho ferido, na própria reação da noite anterior, que agora pesava de um jeito diferente.
Ela odiava admitir quando perdia o controle.
E havia perdido.
Natan d