Os dias passaram de uma forma estranha, como se ela estivesse observando a própria vida através de uma janela distante, sem participar realmente do que acontecia. Cinco dias. Era o que os médicos repetiam quando falavam sobre sua recuperação. Mas para Ana o tempo não parecia seguir uma ordem lógica. Ele se dissolvia entre períodos de sono profundo, exames silenciosos e momentos em que ela simplesmente permanecia acordada, olhando para o teto ou para a cidade além das janelas amplas do quarto.