Quando Ana voltou a abrir os olhos, o quarto estava mais silencioso.
A luz era baixa, suficiente apenas para que os monitores continuassem funcionando sem incomodar. O ar tinha o mesmo cheiro limpo e frio do hospital, mas a sensação no corpo era diferente da tarde.
Menos confusão.
Mais cansaço.
Ela piscou algumas vezes, tentando entender onde estava, até perceber a figura ao lado da cama.
Natan estava na cadeira.
Dormindo.
O corpo inclinado para frente, os braços cruzados de maneira pouc