A assinatura foi simples.
Sem tremor.
Sem pausa calculada.
Ana assinou cada página com o mesmo cuidado que sempre tivera ao revisar trabalhos acadêmicos ou contratos comuns do cotidiano. A caneta deslizava firme, ainda que por dentro tudo estivesse deslocado.
Licença remunerada.
Declaração de consensualidade.
Garantias jurídicas de proteção mútua.
Era curioso como sentimentos podiam ser reduzidos a cláusulas.
Tudo estava correto.
Legalmente estruturado.
Impecável.
E ainda