Magno chegou à empresa mais cedo do que o habitual.
A sala estava em silêncio.
Os relatórios já estavam sobre a mesa.
A agenda organizada.
Tudo no lugar.
Exceto ele.
Ele tentou ler.
Não conseguiu.
Tentou responder e-mails.
Parou no meio da segunda linha.
Passou a mão pelo rosto.
Respirou fundo.
Mas não adiantava.
Porque a imagem voltava.
Sempre.
A porta se abrindo.
Lívia parada.
Fria.
Distante.
E, antes disso—
o homem... Eduardo Alcântara.
Saindo da pensão.
Aquilo apertou