167. O Sangue Dele Nas Minhas Mãos
As portas da ambulância se fecham com um baque seco.
O espaço é pequeno demais, com equipamentos por todo lado e dois paramédicos que se movem com uma urgência que não deixa margem para erro.
Oliver está na maca à minha frente. Pálido demais. Quieto demais.
Meu filho nunca fica quieto. E é isso que piora tudo.
Me enfio num canto e fico de joelhos ao lado dele. Coloco a mão no rosto, tentando limpar o sangue que continua escorrendo da sobrancelha, mesmo sabendo que não faz diferença.
Que provave