149. O Sonho Acabou
O silêncio que se instala não é desconfortável, mas pesa de um jeito diferente. Lucas me observa, esperando, e percebo que ele não vai preencher esse espaço por mim.
— Não entendo o que está tentando me dizer.
— Estou tentando te perguntar sobre você — diz, pacientemente. — Não sobre mim, nem sobre os meninos. Sobre você.
Abro a boca e fecho, porque a resposta honesta é que faz tempo que não penso nisso.
Faz tempo que o presente ocupa tanto espaço que o que vem depois ficou em segundo plano