Thales estava deitado na cama, com um livro no colo, e me olhou desconfiado.
Talvez esperasse que eu oferecesse mais algum videogame ou, quem sabe, um PC gamer. Meu filho parecia preparado para resistir às maiores provações tecnológicas da Terra quando resolvi falar de uma vez:
— Preciso te contar uma coisa.
Ele fechou o livro devagar e se sentou na beira da cama. Puxei a cadeira da escrivaninha até ficar bem perto dele e me sentei também.
— Sei que nem sempre sou a melhor pessoa… — parei um