Parte I — HEITOR CASTRO
Eu sempre soube que o sangue que corre nas minhas veias não é apenas meu; ele pertence à Áquila. Quando entro em uma sala de interrogatório ou comando um comboio, o homem que ama Valentina e que chora em silêncio pelo filho perdido precisa ser enterrado. O mafioso que Paulo Arruda moldou assume o controle.
Naquela manhã, após o desastre no porto, eu era a própria imagem da morte. Paulo estava destruído pela fúria, e eu precisava canalizar isso para não ser o alvo.
— E