Quando cheguei em casa, tudo estava vazio demais. O tipo de silêncio que grita que o perigo é tão concreto quanto a vida.
Procurei por Clara, queria me explicar.
Eu não era a pessoa que Luciana afirmava, e a opinião da minha princesinha tinha peso. Para mim, tinha.
Não a encontrei em lugar algum da casa. Fui até a cozinha para perguntar às empregadas.
— Boa noite, meninas. Clara está com o pai?
As moças se olharam como se não quisessem responder. Então as tranquilizei.
— Está tudo bem, só quero