Olhei para Clara, fiquei confusa com tudo aquilo. O choro de Clara pareceu tão real que me feriu.
O dedo de Clara continuava apontando na minha direção. Daniel parou no meio do quarto. Luciana estava logo atrás dele, o rosto ainda pálido, mas os olhos tão vivos que me assustaram.
A voz da minha princesinha me acusou.
— Foi ela, papai.
A voz não era de uma criança de seis anos. O tom parecia pausado, as palavras carregadas com uma precisão que ela não tinha. Eu conhecia aquela menina.
— Ela me b