Elena dormiu antes de conseguir fingir que ainda tinha forças.
Percebi pela respiração. Primeiro, ela tentou resistir, inquieta contra o travesseiro, como se até dormir fosse uma derrota que não queria me entregar. Depois, o corpo cedeu. A respiração ficou lenta, profunda, e a mão dela relaxou sobre o lençol.
Fiquei parado ao lado da cama, olhando.
Eu não fazia esse tipo de coisa. Não ficava no escuro observando uma mulher dormir, com a cabeça fodida, tentando entender em que momento uma noite