Mundo ficciónIniciar sesiónDUBAI — A PRISIONEIRA DE SEDA
O quarto de Sabina era grande demais para caber dentro dela.As paredes altas, revestidas por entalhes dourados que contavam histórias de dinastias antigas, pareciam observá-la. As cortinas de seda pesada filtravam a luz inclemente do deserto, transformando o sol brutal em um tom dourado artificial, quase doentio. O ar era saturado por incensos raros — âmbar, mirra, açafrão — aromas sufocantes que antes significavam status, agora significavam clausura.Tudo ali era luxo, e nada ali era liberdade, a princesa, que perdeu seu trono.Sabina estava sentada na beira da cama imensa, as mãos pousadas sobre o próprio ventre ainda dolorido, de cada pontada lembrava que duas vidas haviam passado por seu corpo… e lhe foram arrancadas sem que ela pudesse sequer tocar nos rostos das meninas, filhas que ela perdera no mesmo instante em que nasceram, nunca pesou que não eram de Hassan.Ela se levantou com cuidado, apoiando






