Mundo de ficçãoIniciar sessãoQuando a porta se fechou com um clique sutil e o trinco girou do lado de fora, Sabina permaneceu de pé por alguns segundos, imóvel, como se seu corpo tivesse esquecido como reagir a essa nova realidade.
— O silêncio do quarto não era apenas a ausência de som — era um vazio pesado e opressor, que se espalhava pelas paredes douradas adornadas com molduras elaboradas, pelos móveis entalhados com detalhamentos meticulosos e pelo ar saturado de perfume caro que agora parecia sufocante.— Cada objeto ao seu redor, desde o espelho que refletia seu rosto pálido até a luminária de cristal que cintilava de maneira quase forçada, parecia um espectador impassível de seu tormento, como se a perfeição do espaço estivesse zombando de sua desgraça. — Tudo continuava exatamente onde deveria estar, perfeito demais, luxuoso demais… e, ainda assim, nada parecia real.Então, de repente, suas pernas falharam sob o peso esmagador de tudo que ouvira, e ela caiu de joelhos no t






