NARRADORA
O quarto de hospital, que deveria ser um refúgio de paz, transformou-se em um cenário de tortura psicológica. Sofia tentava se arrastar para fora da cama, os pontos da cirurgia repuxando, a dor física não sendo nada comparada ao rasgo em sua alma.
— Me solta, Diana! Ele está com frio, ele precisa de mim! — Sofia gritava, a voz falhando, enquanto Diana a segurava pelos ombros com toda a sua força.
— Sofia, você vai se abrir! Se você morrer, quem vai cuidar dele? O Alexandre e o Mar