NARRADORA
O silêncio que precedeu a entrada de Alexandre no quarto do hospital era mais aterrorizante do que qualquer grito. Quando as portas automáticas se abriram, Sofia, que estava sendo amparada por Diana, levantou o olhar. Ela buscava um vulto pequeno, uma manta azul, um sinal de que o pesadelo havia acabado.
Mas Alexandre entrou sozinho. Seus ombros, sempre erguidos com a arrogância de quem domina o mundo, estavam caídos. Seu terno estava sujo, o rosto marcado pelo soco de Mark e pela poe