HELENA
O sol mal tinha nascido quando Laura terminou de fechar a mala. O quarto, que antes transbordava a dor de três meses de isolamento, agora parecia apenas vazio.
— Você tem certeza disso? — perguntei, encostada no batente da porta, observando-a conferir os documentos. — O Coringa está surtando lá embaixo.
— Eu preciso, Helena. — Laura se virou, e pela primeira vez em muito tempo, não vi lágrimas, mas uma determinação cansada. — Toda vez que eu ando por esses corredores, eu ouço o eco do q