O hospital tornou-se o único mundo possível para Laura nas últimas 48 horas. Ela ignorou as ligações de Juliana, os olhares de desaprovação de alguns capangas de Coringa e até mesmo a exaustão física. Ela vivia entre o café amargo da cantina e o bip ritmado dos aparelhos no quarto de UTI.
Na manhã do terceiro dia, o silêncio do quarto foi rompido por um movimento brusco. Laura, que cochilava em uma poltrona desconfortável, sentiu uma mão hesitante tocar o seu braço.
— Lau... — a voz era um suss