POV Heitor Montenegro
Eu fiquei parado, o motor ainda ligado, o volante suado nas minhas mãos. O banco do passageiro ainda tinha o calor dela. O cheiro dela. O silêncio dela. Eu fiquei olhando a porta aberta. O vento frio entrou, me rasgou a pele. Mas nada doía mais do que o vazio que ela deixou quando desceu do carro.
Ela foi embora. Não era a primeira vez. Mas hoje... foi diferente. Hoje, eu senti. Hoje, eu vi. Ela nunca mais volta. Apertei o volante até os ossos estalarem. Eu me odiava. Odia