POV Isadora Ferraz
Fechei o notebook com tanta força que quase quebrei a tela. Joguei ele na poltrona, andei de um lado pro outro como um animal enjaulado. O coração ainda martelava na garganta.
Então... TOC, TOC.
Eu congelei. O som na porta do meu quarto. Baixo. Persistente.
— Isa... — a voz. O veneno. O lodo. Rafael.
Segurei a respiração.
— Posso entrar? — ele insistiu, mas a pergunta era falsa. Ele já estava girando a maçaneta.
A porta abriu devagar. Ele entrou, encostou, fechou atrás de si.