POV Heitor Montenegro
O portão da mansão se fechou atrás de mim com o mesmo som metálico que eu ouvia desde a infância. Era como um ponto final, seco e definitivo, no fim de um dia que já tinha começado como um castigo.
O céu estava pesado, o ar úmido demais para uma noite de outono. A gravata me sufocava, o paletó parecia uma armadura mal ajustada, e o silêncio do jardim soava mais ameaçador do que qualquer reunião de negócios.
Entrei.
A casa estava acesa, o que já era um mau sinal. Naquele lu